Os filhos da Arena

Muda-se de nome, mas a essência continua a mesma

Enquanto o presidente estadual do PP/SP, Guilherme Mussi, fala em “Novo PP”, o vereador Conte Lopes fala em “rota na rua”, “proibir baile funk”, “expulsar os ‘viciados da Cracolândia’ na base da força”. Nada mais do que a velha e reacionária política do partido-herdeiro da Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido de sustentação dos militares na ditadura.

A Arena surgiu quando os militares decretaram o bipartidarismo, após o golpe de 1964 que depôs o presidente João Goulart e instaurou a ditadura militar. Com o fim do bipartidarismo, em 1980, no governo João Figueiredo, Arena passou a se chamar PDS. Uma ala dissidente que não concordava com a indicação de Paulo Maluf para ser candidato a presidente no Colégio Eleitoral rompeu com o partido e criou a Frente Liberal, que virou um partido, o PFL, e apoiou Tancredo Neves contra Maluf. Em 2007, o PFL passou a se denominar Democratas.

Já o PDS passou por diversas modificações no nome: Partido Progressista Reformulador (PPR), após a fusão com o PDC, Partido Progressista Brasileiro (PPB) e, finalmente em 2003, passou a ser conhecido como Partido Progressista (PP).

Muda-se de nome, mas a essência continua a mesma.