Felipe Neto ganhou meu respeito!

Felipe agiu como um cidadão consciente que sabe o senso de responsabilidade que tem como influenciador

Sim, já fui detrator do youtuber Felipe Neto e continuo tendo sérias discordâncias de suas visões políticas, sociais e econômicas. Mas é de tirar o chapéu, aplaudir de pé, reverenciar a sua participação no episódio envolvendo o prefeito Marcelo Crivella e a Bienal do Livro. Não sei se de forma genuína e por convicção, se o comportamento dele de uns anos pra cá seja reposicionamento estratégico de carreira ou oportunismo, o que não importa.

O que importa é que Felipe encarou uma autoridade do Estado brasileiro para defender a nossa liberdade e em defesa de um segmento da sociedade ainda tão marginalizado que enfrenta preconceitos e discriminação. Usou seu poder financeiro e midiático para mobilizar pessoas em defesa da liberdade, de ser o que a pessoa quer ser, ler, ouvir, assistir, ser livre.

Felipe Neto usou seu canhão de popularidade para enfrentar uma violação à Constituição brasileira, a vedação de qualquer tipo de censura. Encarou o prefeito da cidade do Rio de Janeiro que na sua visão fundamentalista confunde um beijo gay em um gibi de super heróis com pornografia. Felipe agiu como um cidadão consciente que sabe o senso de responsabilidade que tem como influenciador e pode influir nos rumos do país contra pequenos gestos que podem ser o ovo da serpente.

Sua voz ecoa pela internet, sua popularidade é enorme e ele viu que pode fazer muito pelo Brasil, ao invés de apenas usar esse poder para ganhar dinheiro. E se ganhar dinheiro com suas ações, junta o útil ao agradável. Felipe Neto ganhou meu respeito com seu senso de cidadania.

Felipe Neto e sua cara de bom moço não engana

Felipe Neto é um aprendiz de estelionatário

Eu achava o Felipe Neto apenas mais um bobão que achou no Youtube uma forma de ter visibilidade, popularidade e, mais na frente, faturar com monetização dos vídeos. Após de ler uma análise na Gazeta do Povo (Paraná) do aplicativo do Felipe Neto, além de um bobão que pinta o cabelo de rosa e um irmão que entra numa banheira com Nutella, Felipe Neto é um aprendiz de estelionatário.

Veja um trecho da matéria da Gazeta:

A política de privacidade do app, aquela que ninguém lê antes de se cadastrar nas coisas, atesta que a Fanhero e o Felipe Neto podem receber e armazenar essa e outras muitas informações minhas.

Mais:

Eles podem saber, por exemplo, do que eu gosto, os dados do meu cartão de crédito e meu telefone. Eles podem compartilhar esses dados com terceiros e se eximem de responsabilidades pelo que esses terceiros fazem com os meus dados. “A sua informação pessoal pode ser considerada um ativo da empresa no caso de venda, fusão ou falência”, diz o texto. É uma das políticas de privacidade mais invasivas e, o que é mais chocante, uma das mais legíveis com que já me deparei. Assustador, mas obrigado pela sinceridade, Felipe Neto.

O achava apenas um oportunista que caçava tretas com fanboys, outros yutubers que ele não vai com a cara e vice-versa e políticos para aparecer. Mas o sujeito é pior do que eu pensava. Neto está coletando informações pessoais usando como bem querer e sem se responsabilizar o que terceiros for fazer com tais dados. É um escárnio.

Junto com seu irmão Lucas Neto lançou a “Netoland”, onde abriram sua mansão para crianças fãs deles conhecerem a casa dos irmãos Neto e uma viagem para Disney. Chovem denúncias de irregularidades no empreendimento da “Netoland”. O CONAR, inclusive, já decidiu suspender o vídeo promocional da “Netoland”. Agora, Felipe Neto está processando quem faz as denúncias.

Mas há outras histórias estranhas envolvendo o nome de Felipe Neto e seu egocentrismo. Felipe Neto é o cara que se ofende porque seu irmão não foi convidado para uma festinha que o Youtube promove com youtubers. Que espalha boatos caluniosos contra desafetos.

Felipe Neto é egocentrista, militante que sai denunciando páginas de Facebook por achar preconceituosas (na ótica dele, claro) ou simplesmente por não gostarem e criticarem o Mr. Youtuber.