De autoria do vereador Eduardo Suplicy (PT), o prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou um projeto da Câmara de São Paulo dando o nome de Marielle Franco a uma praça no Jardim Paulistano, no distrito de Brasilândia. Uma homenagem para a vereadora brutalmente assassinada há quase dois anos, que até hoje não se sabe o mandante e a motivação do crime.
Eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, com quase 50 mil votos, Marielle virou símbolo da luta dos direitos humanos e bandeira da esquerda, seu nome ecoou pelo mundo virando, inclusive, um jardim em Paris. Os seus assassinos achavam que estavam eliminando uma vereadora “incomoda”, que sua morte repercutiria uns dias e sumiria do noticiário. Não esperavam que sua morte fosse ter a repercussão mundial que teve e a transformaram em um símbolo.
Mas seu nome continua incomodando uma galera da direita que acha que a esquerda usa o caixão de Marielle de “palanque”, ao ponto de sair rasgando placas simbólicas em homenagem ou espalhando calúnias e chacota com o nome dela na internet. Tem quem não gosta de ouvir o nome Marielle Franco pela ligação com os assassinos da vereadora. Outros, por exemplo o vereador Fernando Holiday (MBL/DEM), são contra nomear uma praça com o nome de Marielle por não ser de São Paulo ou por causa da “podridão das ideias que defendia”, como aborto e o fim da Polícia Militar. Holiday não deve saber que Marielle ajudava famílias de policiais vitimados pela violência que ela denunciava.
Fernando Holiday é negro e gay, como Marielle, mas prefere ressaltar as divergências ideológicas do que as eventuais convergências. O nome Marielle Franco extrapolou divisas, fronteiras e ideologias. A sua morte, além do crime político ferindo a democracia, foi contra valores universais básicos que estão acima de ideologia.

