Mais uma dos “templários” do governo

Ler o slogan de campanha extrapola do patriotismo para o proselitismo político ideológico

Ernesto Araújo, Damares Alves e Ricardo Velez Rodriguez, além do Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, todos capitaneados por Eduardo Bolsonaro sob as bençãos de Olavo de Cavalho e Steve Bannon, formam a ala ideológica do governo do presidente Jair Bolsonaro e em um período curto já provocaram polêmicas inúteis, desnecessárias e desgastantes para o governo (algumas forçadas pela imprensa).

A última veio por intermédio do Ricardo Velez, e pra mim a mais grave, recomendando que as escolas públicas e privadas coloquem os alunos para cantarem o hino nacional e leem um pequeno texto enviado pelo MEC com o slogan da campanha de Bolsonaro – Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Não para por aí. O ministro quer que as escolas gravem e mandem para o ministério.

Os alunos cantarem o hino nacional resgatando essa tradição não vejo problema e é salutar para o espirito patriótico há muito perdido. Agora, ler o slogan de campanha extrapola do patriotismo para o proselitismo político ideológico, o que o ministro diz lutar contra a doutrinação ideológica nas escolas. Ou seja, o ministro está traindo o Movimento Escola Sem Partido ou é contra a doutrinação de esquerda e a favor da doutrinação da sua ideologia.

Essa “recomendação” é ilegal e imoral. Mais um desgaste desnecessário no momento que todos no governo deveriam estar focados na batalha pela reforma da Previdência, no pacote anticrime de Sérgio Moro. Mas os ministros chancelados por Olavo de Carvalho preferem focar em guerra ideológica de olho em um projeto de poder muito parecido com o projeto de poder do PT.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

Um comentário em “Mais uma dos “templários” do governo”

  1. Olha, eu chego a suspeitar que a maioria dessas polêmicas são propositais. Enquanto a esquerda e a grande mídia atacam Damares até se cansarem, Paulo Guedes e Moro sofrem bem menos pressão. No passado, sempre falei neste site que Bolsonaro não deve ser subestimado, e isso tudo me parece estratégia diversionista, típica de guerra, na qual se engana o inimigo com ações aparentemente ofensivas, enquanto o verdadeiro plano de ação é posto em prática.

    Nada disso me parece amadorismo, muito pelo contrário. Paulo Guedes não recebeu nem metade dos ataques que eu esperava, essa turma aí monopoliza a atenção dos canhões inimigos.

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