
A turma revolucionária que pensa que elegeu Bolsonaro e por isso quer pautar o governo tem novo alvo: Sérgio Moro. Tudo porque o ministro nomeou como suplente no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária a especialista em segurança pública Ilona Szabó.
Tenho opiniões e ideias opostas sobre política de segurança pública em relação a Ilona Szabó, o que não significa que não posso convergir com ela em alguns pontos e muito menos querer vetar sua nomeação para um cargo público. Muito menos por ela ter fotos e contato com George Soros e FHC. Mais engraçado é essa mesma turma não ter a mesma sanha inquisitória contra a permanência do cada vez mais indefensável ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio.
Conselhos são para assessorar o poder público em políticas públicas e suas formações obrigatoriamente precisam contemplar todas as vozes da sociedade civil, inclusive quem pensa diferente do seu grupo político, não tem poder de decisão e os conselheiros não são remunerados.
Quem trata adversário político como inimigo é ditador. Agindo como selvagens, essas milícias digitais estão alimentando a falsa narrativa que eleitores do presidente Bolsonaro são fascistas. E quem puxa a fila é Olavo de Carvalho, que resolveu mirar sua arma giratória retórica contra o vice-presidente Hamilton Mourão e, agora, para o ministro Sérgio Moro.
Não se governa um país do tamanho do Brasil apenas com grupos ideológicos “sangue puro” nem se governa com o fígado criando inimigos fantasmas até quado vai no banheiro. Deu certo na eleição, mas governar é mais complicado.