Menos planilha, mais sensibilidade

Um mantra que se popularizou diz que quem é mais para direita do espectro político é insensível e tem uma pedra no lugar do coração. Por outro lado, quem é mais para o lado esquerdo não tem inteligência. Outro é que se você não foi esquerdista até os 20 anos, não tem coração; se é esquerdista depois dos 30, não tem cérebro. Todos são caricaturas.

Enquanto a direita levanta a bandeira da meritocracia, de menos estado, de menos intervenção governamental e acha assistência social demagogia, a esquerda abraça a justiça social e os desvalidos. Por outro lado, a esquerda acha que justiça social é tirar a riqueza dos ricos e entregar aos pobres nivelando todos pela pobreza, além de desconsiderar a matemática mais básica.

Tudo isso para dizer que enquanto economistas fazem discursos decorebas, textos e artigos cheios de gráficos, números de um economês chato e difícil de ser assimilado pelo cidadão médio para explicar a reforma na Previdência, os contrários apelam para a sensibilidade e linguagem popular de fácil assimilação.

Por exemplo, um jingle (abaixo) produzido para manifestações contra a reforma é uma aula de como vencer uma narrativa. Obviamente, há muita mentira e meias verdades no jingle, o que não impede de chegar nas mentes populares facilmente. A música e o ritmo popular, a letra simples com clichês cativam. Esse cenário não vai mudar enquanto um lado ficar nos gráficos e discurso chato. É preciso falar a linguagem do povo pés descalços e mãos calejadas; do chão de fábrica, do cidadão comum que luta pela sobrevivência todos os dias.

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Autor: Brasil Decide

Editor-chefe: João Paulo

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