Após reuniões e diálogos, o grupo majoritário eleito na eleição de 2024 para a Câmara de Vereadores de Tejuçuoca, que apoia o prefeito reeleito Britinho (Republicanos), decidiu os nomes para a mesa diretora para o próximo biênio (2025-2026).
Ficou acertado que o vereador Dedé Brasileiro (União Brasil), que é o atual presidente, será reconduzido ao cargo em eleição marcada para 1° de janeiro de 2025 logo após a posse.
O restante da mesa será formada por:
Jorge Mota (PDT) – vice-presidente
Fabio Gondim (Republicanos) – 1° secretário
Francisco Lopes (Progressistas) – 2° secretário
Os demais eleitos são:
Regina Brito (Republicanos)
Roque Matos (Republicanos)
Adriano Bezerra (União Brasil)
Ricardo Júlio (Republicanos)
E os três de oposição:
Letícia Camelo (PT)
Erivaldo “Show” (PT)
Gerlano “Cabeludo” (MDB)
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Nova composição da Câmara

A nova composição da Câmara dos Deputados ficou mais governista e com cara de “centrão”. PL, PP e Republicanos foram os que mais ganharam deputados.
O União Brasil, partido que surgiu da fusão do PSL com Democratas, foi quem mais perdeu parlamentares. -34. PSD ganhou 8.
Na esquerda, PT manteve sua bancada. O PSB e o PDT perderam juntos mais de uma dezena de deputados.
O adeus de Maia

No dia 1° de fevereiro, os deputados federais elegerão o próximo presidente da Câmara dos Deputados e demais membros da mesa diretora para o biênio 2021-2023. Rodrigo Maia se despede do posto de presidente da Câmara dos Deputados, que ocupou durante o período 2016-2021.
Maia venceu sua primeira disputa em 2016 para fechar o mandato do renunciado Eduardo Cunha, foi reeleito em 2017 e (re)reeleito em 2019. Sonhava com mais uma reeleição, mas a maioria do STF seguiu o texto constitucional vetando a recondução do atuais chefes do Legislativo na mesma legislatura.
Durante o seu mandato presidiu duas apreciações de denúncias criminais enviados pelo STF, de autoria do procurador-geral Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. As duas denúncias baseadas nas delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista (JBS) e o doleiro Lúcio Funaro foram paralisadas pelo plenário da Câmara.
Maia poderia ter articulado a queda de Temer e ser o beneficiário direto herdando a cadeira presidencial, mas optou por não “puxar o tapete” do presidente e agiu dentro das suas prerrogativas, ao menos publicamente.
Mas o principal legado da presidência Maia, sem dúvida, foi a aprovação, primeiro na Câmara e depois no Senado, da reforma na Previdência Social. Foi o principal fiador dessa reforma aguardada há décadas e tinha a perpectiva de ecomonizar 800 bilhões em dez anos, o que daria um alívio na pressão fiscal do governo, mas em razão da pandemia teve seu impacto diminuído.
No período Bolsonaro, a relação do Palácio do Planalto com Maia foi de aliado e de desafeto. O governo acabou entrando na campanha de Maia no finalzinho. A relação teve momentos de tensão com ministros, especialmente com Paulo Guedes, e com o próprio presidente Jair Bolsonaro.
Maia barrava propostas do governo que não concordava, principalmente a chamada pauta de costumes tão cara a Bolsonaro. Por outro lado, não pautou nenhum dos 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro por não enxergar motivo justo, falta de ambiente político para um processo de impeachment ou medo de ter o mesmo destino dos presidentes da Câmara que tiveram problemas judiciais posteriormente ao darem seguimento aos impedimentos de Collor e Dilma.
A sucessão na Câmara colocou Bolsoraro e Maia em campos opostos definitivamente. Enquanto o presidente da República aposta em Arthur Lira, o presidente da Câmara articulou uma frente de partidos de centro, direita e esquerda em torno de Baleia Rossi, com a bandeira da independência da Câmara e defesa da democracia. As duas principais candidaturas podem ser lidas como o duelo do “centrão”/oposição (Rossi) vs “centrão baixo clero” (Lira). Porém, ambos votaram maioritariamente com o governo nos últimos dois anos.
A disputa não vai ficar nessas duas candidaturas. NOVO e PSOL lançaram candidatos marcando posição, representados nos deputados Marcel van Hattem e Luiza Erundina, respectivamente. E tem ainda quatro candidatos que se lançaram à revelia de seus partidos, as candidaturas avulsas.
Candidatos à presidência da Câmara
Alexandre Frota (PSDB-SP)*
Arthur Lira (PP-AL)
André Janones (Avante-MG)*
Baleia Rossi (MDB-SP)
Capitão Augusto (PL-SP)*
Luiza Erundina (PSOL/SP)
Fábio Ramalho (MDB-MG)*
Marcel van Hattem (NOVO-RS)
*candidatos avulsos, contra orientação do partido
Política não é profissão
Política não pode ser profissão, tem que ter um objetivo para o coletivo, para cidade

A função de vereador era para ser voluntária, sem remuneração, uma ajuda de custo e só. A política virou profissão para muitos e isso chama corrupção.
O vereador é para ser o padeiro, o dono da farmácia, o dono do boteco da esquina, o dono da quitanda, o moto-taxista da cidade. Do jeito que é hoje o cargo de vereador virou uma profissão.
Políticos fincam bandeira em uma região da cidade e está garantido por muitos anos na Câmara de Vereadores da cidade. E essa garantia muitas vezes é conquistada com compras de votos com dinheiro ou mercadorias (fogão, geladeira e até dentadura).
Tem vereador que está no cargo há mais de 20 anos acumulados em vários mandatos só pelo salário e mordomias e poder que o cargo proporciona. Já que a reforma política está em pauta, uma boa causa é essa. Política não pode ser profissão, tem que ter um objetivo para o coletivo, para cidade, não para proveito pessoal.
Começa o ano Legislativo
Domingo, 1º de fevereiro de 2015, começa a 55ª legislatura. Após a posse dos eleitos na última eleição realizada em outubro de 2014, deputados e senadores elegem o presidente e a mesa diretora das duas casas do Legislativo federal. A eleição que tem mais destaque é a eleição para presidente da Câmara. O presidente da Câmara dos Deputados é o segundo na linha sucessora da presidência da República, logo após o vice-presidente.
Em 2014, estão na disputa quatro candidatos: Deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Os dois principais candidatos são da base do governo, Eduardo Cunha e Arlindo Chinaglia. O candidato da oposição – PSB, PSDB, PPS e PV – é Júlio Delgado, que se coloca como candidato de “terceira via”. Já o candidato Chico Alencar é a candidatura de “protesto”, sem chance de vencer.
Desde o fim de 2014 a batalha pelos votos dos deputados vem sendo acirrada entre Cunha e Chinaglia. O governo quer de todo jeito derrotar seu desafeto número 1. Eduardo Cunha já deu muita dor de cabeça para o governo Dilma na legislatura passada.
Muitas pautas importantes serão discutidas na nova legislatura, inclusive uma nova CPI da Petrobras, o desdobramento da Operação Lava Jato, o ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas, a regulação econômica da mídia, uma meta do PT no novo mandato, que Cunha é contra.
Eduardo Cunha já acusou o governo de interferir na eleição da Câmara, já trocou farpas via imprensa com o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), e denunciou uma suposta gravação falsa que liga o nome dele à operação Lava Jato.
A oposição não sabe bem o que quer. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) é o fiador da candidatura do PSB. Mas a oposição articula um bloco à eleição de Cunha. Aécio, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador eleito José Serra (PSDB-SP) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) tiveram que intervir para conter os dissidentes do partido.
Até domingo a disputa e articulações para formação de blocos agitarão o Congresso Nacional. Façam suas apostas.
Os candidatos à presidência da Câmara

Eleição no Senado
A eleição no Senado Federal está mais calma. O atual presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) tentará mais uma reeleição para mais um mandato – quarto. Senador Luiz Henrique (PMDB-SC) será o desafiante de Renan, uma disputa entre peemedebistas. O governo pressiona o PT para apoiar Renan, que foi fiel aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.