
Deputados estaduais de São Paulo tomaram posse na sexta-feira, 15 (esdrúxulo a posse em SP ser em março). Na eleição da mesa diretora para o biênio 2019-2020, Cauê Macris (PSDB), Janaína Paschoal (PSL), Daniel José (NOVO) e Mônica Seixas (PSOL) disputaram a presidência. Macris foi eleito com 70 dos 94 votos. Janaína teve os 15 votos do seu partido mais o voto do Arthur do Val (DEM). Daniel e Mônica tiveram 4 votos cada. A “nova política” tem muito o que aprender com a “velha política”.
Não adianta gritar e acusar acordos políticos legítimos de antiéticos, como fez a turma do PSL. Em uma democracia não se faz política sem acordos e a disputa eleitoral encerra-se com a apuração dos votos no dia da eleição. O governador João Doria (PSDB) mostrou ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) como é que faz articulação política e construiu uma grande base parlamentar para reeleger Cauê Macris. Aliás, Doria é o “não sou político, sou gestor” mais político.
A ideologia não pode ser barreira para conversar e até entrar em acordo com históricos adversários, como o acordo entre PSDB, PT e Democratas no preenchimento das vagas no comando da ALESP. Quem trata rival político como inimigo mortal democrata não é. E acredito que Janaína e Arthur são democratas, mas precisam deixar esse puritanismo, esse denuncismo de rede social e não judicializar questões do parlamento se pretendem deixar algum legado na política.
A democracia é tolerância entre diferentes e a política é diálogo. Sem diálogo não tem política, sem política não tem democracia. Não é por ter recebido milhões de votos ou por ter um canal no Youtube com milhões de inscritos que automaticamente você ganha direito a sentar na janelinha. Senta e aprende como jogar o jogo da política real, aspira.
A “velha política” só queimou o próprio filme com essa vitória pírrica. PT e PSDB unidos contra a candidatura da deputada, serve para fins de propaganda do PSL contra esses dois partidos. Ou alguém acredita que a Janaína tinha certeza que venceria?