O presidente de El Salvador se aproveitando da maioria que conseguiu no Congresso destituiu membros da Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça – equivalente ao nosso Supremo Tribunal Federal – e o procurador-geral. Sem tergiversar, com argumentos idênticos usados no Brasil, o presidente Nayib Bukele aplicou um (auto) golpe no país da América Central.
Bukele acusa os destituídos de interferência no Executivo e Legislativo em decisões arbitrárias e ativismo político. Jair Bolsonaro também acusa o Supremo de tolher seus poderes e os ministros são acusados de ativismo político quando de uma decisão controversa do tribunal.
Eduardo Bolsonaro aplaudiu o que aconteceu em El Salvador. Eduardo deve lamentar profundamente que seu pai não tenha poder ainda para copiar Bukele e destituir se não todos a maioria dos ministros do STF.
A postagem de Eduardo legalmente não significa nada. Simbolicamente, porém, quer dizer muito e o repúdio tem que ser sonoro para abafar qualquer tentativa semelhante aqui – tipo CPI do Judiciário e impeachment de ministros do STF. Ou o PL 4754/16 pautado na CCJ da Câmara que abre caminho para acontecer aqui o que rolou em El Salvador.