
O youtuber do canal Mamãefalei e deputado estadual eleito por São Paulo, Arthur Moledo do Val, fez um vídeo interessante sobre se o carnaval é moral e se deve receber dinheiro público com o pretexto de incentivo à cultura popular. Arthur deixa claro que o “moral” não tem nada com sexo e você pode gostar e sambar até o dia amanhecer. O problema está na relação muitas vezes espúrias entre o poder público – federal, estadual e municipal – e as escolas de samba.
A imoralidade que o Arthur levanta não está no tapa sexo ou no sexo livre durante todo o carnaval, mas nas relações dos donos das escolas de samba com o jogo do bicho, drogas e até com o crime organizado. Ele levantou a ficha corrida dos principais presidentes das escolas de samba do Rio de Janeiro e assusta. Falou também de São Paulo, para não ficar parecendo um paulista falando mal do “patrimônio carioca”.
Há 2 anos o prefeito Marcelo Crivella (PRB) comprou briga diminuindo o repasse que a prefeitura faz anualmente para as escolas de samba do Rio. Insatisfeitos, levaram para avenida até um boneco do Crivella em forma de Judas. A verba pública para o carnaval não é patrocínio, é subvenção – ou seja subsídio.
Será que o “maior espetáculo da terra” não pode se sustentar sem a verba pública tirada de áreas sociais já tão deficitárias? É justo o dinheiro dos impostos de todos financiar um evento que privado? É um tema para debate, sem paixões.



Assisti só agora o filme Polícia Federal – A lei é para todos. É um filme bem produzido com cara das séries policiais americanas. O que chamou mais atenção foi o detalhismo na pesquisa da operação Lava Jato para produção do filme, bem antes da prisão do doleiro Alberto Youssef até um pouco além da condução coercitiva do ex-presidente Lula.