Crivella será o grande candidato das forças populares

Será uma das eleições mais movimentadas dos últimos tempos na cidade

Clarissa Garotinho

As eleições para prefeito que acontecem esse ano já tem pelo menos 6 nomes confirmados na disputa na Capital: Pedro Paulo (PMDB), Marcelo Crivella (PRB), Marcelo Freixo (PSOL), Alessandro Molon (Rede), Índio da Costa (PSD) e o mais recente a entrar na disputa, Carlos Osório (PSDB).

Será uma das eleições mais movimentadas dos últimos tempos na cidade, estimulada sobretudo na descrença do mundo político no favoritismo de Pedro Paulo depois das denúncias comprovadas por laudos de que ele teria agredido sua ex-mulher 2 vezes, chegando inclusive a quebrar um dos dentes dela. A insistência de Eduardo Paes em manter a candidatura do seu preferido tem causado mal estar dentro do próprio partido e estimulado outras candidaturas, quebrando o grande arco de alianças que marcou as últimas eleições.

O candidato Pedro Paulo terá o apoio da máquina, que não se pode ignorar, mas enfrentará grandes dificuldades de superar esse episódio lamentável de um crime contra a mulher, que vem sendo combatido por toda a sociedade de bem. A esquerda estará dividida nessas eleições com a candidatura de Freixo e Molon, o que pode fazer com que nenhum dos dois chegue ao segundo turno das eleições. Índio da Costa vai fazer campanha para a classe media-alta, carregando como lema a Lei da Ficha Limpa.

Também no mesmo segmento concorrerá Carlos Osório, mostrando seu perfil executivo e aproveitando o bom momento do PSDB com a derrocada do PT. Mas terá que desvincular sua imagem do governador Pezão, de quem foi secretário de transportes até essa semana. Crivella será o grande candidato das forças populares, e precisará montar uma chapa que consolide esse favoritismo.

A participação dos outros partidos ainda não foi definida. Será que Jandira Feghali, presidente do PCdoB, terá coragem de manter o apoio ao candidato do PMDB, mesmo tendo sido ela a relatora da Lei Maria da Penha? E o mais novo partido, O PMB – Partido da Mulher Brasileira?

O PR pode apoiar o Crivella ou lançar candidatura própria. Ainda falta a posição do PSB, PT e outros… O ano de 2016 promete!

Clarissa Garotinho (@dep_clarissa) é deputada federal pelo Rio de Janeiro

Fidelidade de Eduardo Paes para Pedro Paulo pode custar caro ao prefeito

pedro paulo e paes

Não sei o que Eduardo Paes tem com o seu secretário e deputado federal Pedro Paulo, porque deve ser um elo muito forte que faz o prefeito do Rio de Janeiro bancar a candidatura de seu pupilo à sua sucessão em 2016. As notícias que Pedro Paulo agrediu a ex-mulher foram como se uma bomba tivesse caído no PMDB carioca. E a declaração muito infeliz de Pedro Paulo, o clichê “Quem não exagera numa discussão?”, deixou a situação pior.

Já estava tudo preparado para o lançamento oficial da candidatura de Pedro Paulo. Com uma popularidade que o credencia até ser o candidato do PMDB a presidente em 2018 e a Olimpíada acontecendo sem grandes transtornos, Paes contava como certa a vitória de Pedro Paulo. Tudo mudou com essas denúncias. E não é para menos.

Quando começarem a sair pesquisas para prefeitura do Rio, Pedro Paulo deve aparecer como o candidato com mais rejeição. Será que Paes aposta nos programas eleitorais de TV e rádio para esculpir a imagem de seu candidato e fazer com que a suposta competência dele em gerir obras como secretário vai superar casos de agressão à mulher no passado?

Pedro Paulo também responde a processo no STF por boca de urna. Ou seja, o candidato que Eduardo Paes está apostando tem um passado de fazer a festa dos adversários. É apostar no tudo ou nada, e uma aposta muito grande que pode custar caro para o prefeito.

Reeleição de Haddad ameaçada e indefinições nos partidos de oposição

A reeleição está muito ameaçada. Haddad tem exatos seis meses para reverter esse quadro

haddad

Situação do prefeito Fernando Haddad (PT) pensando na eleição 2016 é muito crítica. A reeleição está muito ameaçada. Haddad tem exatos seis meses para reverter esse quadro, de rejeição à sua administração na prefeitura de São Paulo. Se entrar em agosto e setembro com esses índices mostrados nessa pesquisa de hoje, a reeleição do prefeito fica praticamente impossível. Ele pode até conseguir ir ao segundo turno, o problema é vencer com uma rejeição muito forte.

Lembrando que Haddad levou vantagem contra o candidato José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição de 2012 justamente pela alta rejeição ao candidato tucano. Depois da boa notícia para o prefeito que foi a desistência de José Luiz Datena de disputar a eleição de São Paulo, a pesquisa de hoje veio para colocar os pés na realidade.

Sem definição qual será o candidato no PSDB (se não adiarem, a prévia do partido é agora em fevereiro, com João Doria Jr, Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli de pré-candidatos), os principais rivais de Fernando Haddad, em outubro, são a Senadora Marta Suplicy (PMDB) e o Dep. federal Celso Russomanno (PRB).

A eleição na maior e principal cidade do país continua sem definição, de quem será o principal adversário do atual prefeito, o que pode beneficiar Haddad.