Fidelidade de Eduardo Paes para Pedro Paulo pode custar caro ao prefeito

pedro paulo e paes

Não sei o que Eduardo Paes tem com o seu secretário e deputado federal Pedro Paulo, porque deve ser um elo muito forte que faz o prefeito do Rio de Janeiro bancar a candidatura de seu pupilo à sua sucessão em 2016. As notícias que Pedro Paulo agrediu a ex-mulher foram como se uma bomba tivesse caído no PMDB carioca. E a declaração muito infeliz de Pedro Paulo, o clichê “Quem não exagera numa discussão?”, deixou a situação pior.

Já estava tudo preparado para o lançamento oficial da candidatura de Pedro Paulo. Com uma popularidade que o credencia até ser o candidato do PMDB a presidente em 2018 e a Olimpíada acontecendo sem grandes transtornos, Paes contava como certa a vitória de Pedro Paulo. Tudo mudou com essas denúncias. E não é para menos.

Quando começarem a sair pesquisas para prefeitura do Rio, Pedro Paulo deve aparecer como o candidato com mais rejeição. Será que Paes aposta nos programas eleitorais de TV e rádio para esculpir a imagem de seu candidato e fazer com que a suposta competência dele em gerir obras como secretário vai superar casos de agressão à mulher no passado?

Pedro Paulo também responde a processo no STF por boca de urna. Ou seja, o candidato que Eduardo Paes está apostando tem um passado de fazer a festa dos adversários. É apostar no tudo ou nada, e uma aposta muito grande que pode custar caro para o prefeito.

Reeleição de Haddad ameaçada e indefinições nos partidos de oposição

A reeleição está muito ameaçada. Haddad tem exatos seis meses para reverter esse quadro

haddad

Situação do prefeito Fernando Haddad (PT) pensando na eleição 2016 é muito crítica. A reeleição está muito ameaçada. Haddad tem exatos seis meses para reverter esse quadro, de rejeição à sua administração na prefeitura de São Paulo. Se entrar em agosto e setembro com esses índices mostrados nessa pesquisa de hoje, a reeleição do prefeito fica praticamente impossível. Ele pode até conseguir ir ao segundo turno, o problema é vencer com uma rejeição muito forte.

Lembrando que Haddad levou vantagem contra o candidato José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição de 2012 justamente pela alta rejeição ao candidato tucano. Depois da boa notícia para o prefeito que foi a desistência de José Luiz Datena de disputar a eleição de São Paulo, a pesquisa de hoje veio para colocar os pés na realidade.

Sem definição qual será o candidato no PSDB (se não adiarem, a prévia do partido é agora em fevereiro, com João Doria Jr, Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli de pré-candidatos), os principais rivais de Fernando Haddad, em outubro, são a Senadora Marta Suplicy (PMDB) e o Dep. federal Celso Russomanno (PRB).

A eleição na maior e principal cidade do país continua sem definição, de quem será o principal adversário do atual prefeito, o que pode beneficiar Haddad.