Ataques políticos disfarçados a Doria e Crivella

É a classe artística e o mau jornalismo unidos contra políticos e gestores com viés ideológico contrário deles

O  ataque infundado ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), veio de Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Os artistas alegam que Doria usou indevidamente uma música composta por eles e o prefeito não aceitou as sugestões propostas para “reparar os danos autorais”.

Veja a nota dos artistas

No dia 21 de agosto, fomos surpreendidos por um vídeo publicado pelo atual prefeito de São Paulo, João Dória Jr., em suas redes sociais, divulgando a inauguração de obra da Prefeitura no Parque do Ibirapuera.

O vídeo em questão, com mais de 100 mil visualizações e diversos compartilhamentos, faz uso não autorizado da canção “Ainda Bem”, de nossa autoria (em gravação com interpretação de Marisa), como música de fundo, visando promover as atividades do prefeito, suas parcerias institucionais e comerciais, inclusive citando nominalmente uma marca de artigos esportivos.

Notificamos o prefeito, em conjunto com nossas editoras (SonyATV e Universal Music Publishing), sobre o uso ilegal de nossa obra, solicitando a retirada imediata do conteúdo de circulação e o esclarecimento ao público de que a canção havia sido usada sem nosso consentimento.

Apenas 2 meses depois, recebemos uma resposta assinada por João Dória Jr., argumentando que a música no vídeo havia sido captada de forma espontânea no ambiente das gravações, justificativa esta que, ainda que fosse verdadeira, não encontra qualquer abrigo na Lei de Direitos Autorais.

O vídeo é claramente uma peça audiovisual de propaganda política, produzida, editada e finalizada, com o evidente objetivo de autopromoção. A música é mantida como trilha sonora do vídeo, sincronizada continuamente por mais de 40 segundos ao fundo de imagens sequencialmente editadas.

Na tentativa de informar o prefeito sobre as regras de utilização de autorias e fonogramas em obras audiovisuais, enviamos uma nova notificação elucidando tecnicamente a impropriedade de seus argumentos.

A despeito de nosso pedido, não houve nenhuma iniciativa de João Dória Jr. ou de sua equipe para retirada do conteúdo do ar. Tivemos que solicitar sua remoção diretamente às redes sociais. Fomos atendidos pelo Facebook e Instagram, mas o vídeo ainda pode ser acessado no canal oficial do prefeito no Twitter (https://twitter.com/jdoriajr/status/899286098244927489) e no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=SVh6Ajn8qTw), atestando o seu descaso com os criadores, em uma atitude consciente e deliberada de perpetuação da infração.

Nos sentimos ultrajados e lesados em nosso direito patrimonial e moral, uma vez que, além de não termos sido sequer consultados, nunca permitimos o uso de nenhuma de nossas canções para fins políticos. Queremos deixar claro que a nossa motivação jamais foi financeira, e sim educativa. Enquanto autores e artistas, esperamos respeito à Lei de Direitos Autorais.

Fomos extremamente pacientes e cuidadosos na condução da questão. Sugerimos, inclusive, como forma de solução amigável que, num gesto de boa vontade, respeito e reparação simbólica à classe dos autores, fosse efetuada uma doação à Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças portadoras de HIV na cidade do Rio de Janeiro e se sustenta de direitos autorais do autor e artista Cazuza.

O fato é que nenhuma das nossas sugestões de solução foi atendida e, por este motivo, redigimos este comunicado para esclarecer ao nosso público que não concordamos com essa postura desrespeitosa e também para reafirmar a importância do cumprimento da legislação de direito autoral, principalmente por aqueles que, como autoridades e gestores públicos, independentemente do seu viés político, deveriam ser os primeiros a dar exemplo na sua aplicação.

São Paulo, 29 de novembro de 2017,
Marisa Monte e Arnaldo Antunes

Em vídeo, a nota de João Doria

Inacreditável Marisa Monte e Arnaldo Antunes pedirem R$ 300 mil da prefeitura por uma música sua aparecer em um vídeo de inauguração de uma praça pública. Ao contrário do que diz a nota dos artistas, em que dizem que a ação não é por questão política e ideológica, fica claro que é por política e porque discordam ideologicamente do prefeito. Antunes é petista declarado e Marisa foi contra o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

Duvido se quem usasse a música em questão fosse de um partido simpático aos artistas citados estariam fazendo tal atitude, pelo menos não em público.

Crivella x Jornal Extra (Grupo Globo)

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É uma briga antiga. Vem antes da eleição e intensificou após a vitória de Marcelo Crivella (PRB) para prefeito do Rio de Janeiro, derrotando o candidato preferido do periódico carioca, Marcelo Freixo (PSOL). Após a eleição, o Extra (todo Grupo Globo) faz oposição à gestão Crivella. Até aí tudo normal dentro da democracia e imprensa livre. O problema, porém, é o jeito pejorativo (chamando o prefeito de “bispo”, tentando misturar a religião de Crivella com o lado político) e notícias claramente distorcidas de propósito contra programas e ações do prefeito.

A nota de Crivella contra a última do Jornal Extra

Ao contrário do que estampa o jornal “Extra” na edição de hoje, a Prefeitura *apoia a realização do evento “Barco de Iemanjá”*, tanto que o *isentou de alvarás e do pagamento de taxas municipais*.

O déficit herdado da administração anterior e a crise econômica que atinge o país, e, mais pesadamente, nosso estado e nosso município, obrigaram a Prefeitura a tomar medidas de austeridade, direcionando os recursos prioritariamente para educação e saúde. No entanto, a Riotur ofereceu apoio operacional ao evento, que contará ainda com os serviços prestados pela Guarda Municipal, Comlurb, Cet-Rio e outros órgãos da Prefeitura.

Reportagens como a estampada hoje na edição do “Extra”, além de distorcerem fatos e omitirem informações, incentivam uma condenável “luta religiosa” que em nada interessa à população da Cidade do Rio de Janeiro.

Desde a posse o Extra usa a religião de Crivella para o atacar e criticar sua administração. É mau jornalismo a serviço da ideologia de editores e jornalistas que não deixam a sua ideologia na porta da redação. É o jornalismo tendencioso. É ativismo político disfarçado de jornalismo. É a classe artística e o mau jornalismo unidos contra políticos e gestores com viés ideológico contrário deles.

O “circo” é bom, mas o “pão” vem primeiro

O corte da verba da prefeitura pode ser a oportunidade do carnaval carioca se reinventar e voltar a encantar por sua beleza e simplicidade

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), comprou uma guerra com a LIESA, a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. E uma guerra que ele pode sair com sua popularidade muito arranhada. O Estado do Rio de Janeiro vive uma profunda crise financeira sem precedente após sediar Copa das Confederações, Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos em 2016. Grandes eventos que custaram e ainda custam ao erário fluminense e carioca.

Mas a responsabilidade não é só dos grandes eventos, o maior culpado foi o hoje preso e condenado pela justiça ex-governador Sérgio Cabral, que ainda responde a outras 9 denúncias. Fora toda a corrupção que foi descoberta teve ainda as desonerações para empresas “camaradas”. Ou seja, o Rio viveu uma verdadeira “farra do boi”, um descalabro que culminou em um Estado pré-falimentar sem dinheiro para honrar compromissos básicos como salários de servidores e aposentados.

O prefeito Crivella comunicou a LIESA que pretende cortar 50% da subvenção da prefeitura para os tradicionais desfiles na Avenida Marquês de Sapucaí e que esse dinheiro seria destinado para ampliar convênios da merenda escolar de creches. A LIESA respondeu com terrorismo anunciando a suspensão dos desfiles de 2018. A Liga das Escolas de Samba aposta no carioca viver o samba para ganhar a disputa contra o prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

No primeiro carnaval sob a administração Crivella, houve muita confusão e duas grandes tragédias envolvendo carros alegóricos das escolas Paraíso do Tuiti e Unidos da Tijuca, com vários feridos e vítima fatal. Chegaram ao cúmulo de colocar a culpa na quebra de tradição do prefeito não ter participado da cerimônia de entrega da chave da cidade ao rei momo. Cobra-se prioridades do poder público com o dinheiro dos impostos, então a decisão de Crivella tem que ser aplaudida. Não está cortando toda a subvenção, mas metade em nome de uma causa maior.

A LIESA argumenta que o evento gera muitos benefícios para a cidade. Mas a tese de que o carnaval carioca não precisa da prefeitura para existir me parece verdadeira. Por que um evento privado, mesmo que gere benefícios econômicos, financeiros, de geração de empregos e de renda, além da valorização da imagem da Cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, como diz a nota da LIESA, tem que ser bancado uma parte com dinheiro público?

Quando o cerco se fechou aos bicheiros, o que fez as escolas de samba? Se penduraram nas tetas da prefeitura e do governo do Rio, com anuência dos governantes em troca de apoio político e eleitoral. Os desfiles outrora fantásticos e encantadores do Rio de Janeiro viraram uma zona. Em 2017, Portela e Mocidade Independente dividiram o título por uma confusão de um jurado. Foram buscar José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, para colocar ordem na casa.

Depois de duas tentativas fracassadas, Marcelo Crivella foi eleito prefeito em 2016, derrotando Marcelo Freixo (PSOL) em um segundo turno que para ambos candidatos foi uma vitória. Crivella e Freixo derrotaram a máquina do PMDB fluminense e o candidato do prefeito Eduardo Paes, Pedro Paulo. Crivella prometeu que “cuidaria das pessoas” depois de um governo mais voltado para grandes obras urbanísticas.

Aqui não se trata de saber qual é a melhor forma de fazer política e de governar. Paes foi reeleito já no primeiro turno de 2012 com 66% dos votos e deixou a prefeitura bem cotado para disputar o governo estadual, após realizar a primeira Olimpíada na América do Sul. Só que a população carioca queria uma mudança na política da cidade. A saúde pública vem clamando socorro não é de agora, segurança e educação não são diferente.

Nos desfiles de hoje em dia o que vale mais é impactar o público e os jurados do que mostrar um bom samba. O corte na verba da prefeitura pode ser a oportunidade do carnaval carioca se reinventar e voltar a encantar por sua beleza e simplicidade, nada de carrões mastodontes que só atrapalham e luxuria vazia de conteúdo.

O brasileiro adora uma demagogia

Crivella e ninguém é obrigado a participar do carnaval

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O prefeito o Rio de Janeiro gravou um vídeo com uma nota respondendo às críticas por sua ausência no carnaval, mais especificamente ao sambódromo e não ter feito a tradicional entrega das chaves da cidade ao “Rei Momo”. O lamentável desse episódio é o prefeito de uma cidade como o Rio de Janeiro, com os problemas que têm, ter que fazer nota para explicar o óbvio ululante.

Crivella e ninguém é obrigado a participar do carnaval, independente da religião a qual faz parte. Como prefeito, ele fez sua obrigação de ir no hospital visitar os feridos no acidente com os carros alegóricos das escolas Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca. Além de buscar soluções para que não se repitam os acidentes no próximos desfiles.

O brasileiro adora uma demagogia e uma máscara.

Rio: O povão da zona oeste derrotou o ‘socialismo de boutique’ da zona sul

Quem leu o plano de governo de Freixo e tem noção que dinheiro público é escasso – principalmente em tempo de crise – viu que não era viável

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E Marcelo Crivella conseguiu vencer uma eleição majoritária no Rio de Janeiro sem ser para Senador. É o novo prefeito a partir de janeiro de 2017. Crivella venceu seu xará Marcelo Freixo (PSOL) no segundo turno por 59,36% a 40,64% dos votos válidos.

O mais interessante na vitória de Crivella é o mapa da apuração. O candidato que dizem ser fundamentalista religioso, que é parte de um plano da igreja Universal, de dominação da nação e do mundo, derrotou o candidato da esquerda nos bairros mais pobres, enquanto Freixo teve melhor desempenho na faixa mais rica da cidade.

A verdade é que Marcelo Freixo fez muito – 40% dos votos válidos para uma estrutura de campanha pequena derrotando a máquina do PMDB. Sua rejeição é ao seu partido e também suas ideias. Quem leu o plano de governo de Freixo e tem noção que dinheiro público é escasso – principalmente em tempo de crise – viu que não era viável.

Marcelo Freixo perdeu uma oportunidade de ouro de se mostrar ao país que o PSOL pode ser uma alternativa à esquerda sem ser radical. Preferiu, no entanto, ler as lacradas do Twitter/Facebook dos asseclas, de artistas e celebridades. Ou seja, Freixo pregou para convertidos, não soube dialogar com quem realmente decide uma eleição, o povão.

Contra ideias retrógradas, o Rio vai de Crivella

Freixo perdeu a chance de mostrar um PSOL diferente

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Se desenha uma surra eleitoral de Marcelo Crivella em Marcelo Freixo no segundo turno do Rio de Janeiro.

DatafolhaIbope confirmam o amplo favoritismo de Crivella.

A vantagem de Crivella é ainda maior no Ibope que no Datafolha, que confere mais 3 pontos (votos totais) para o Bispo licenciado da IURD.

Freixo é o candidato que Crivella orava para enfrentar em um segundo turno. Muitos dos votos do candidato do PRB são votos contra Freixo. A rejeição de Crivella por ser sobrinho do Bispo Edir Macedo o derrubou em todas as eleição para o Executivo (governador e prefeito). Só que a rejeição ao Freixo supera a de Crivella, porque o candidato e o seu partido, o PSOL, ambos têm ideias controvérsias de como administrar a cidade.

O programa de Marcelo Freixo para essa eleição sendo executado fielmente o que está escrito incharia o tamanho da máquina pública da prefeitura do Rio de Janeiro justo em um momento que se discute formas de equilibrar as contas públicas e o tamanho do Estado (toda esfera pública).

Marcelo Freixo desejar estatizar o transporte público, criar empresas estatais, criar TV estatal municipal, subsidiar veículos de comunicação de movimentos sociais ou “mídias alternativas”, extinguir qualquer tipo de PPPs (Parceria Público-Privada), entre outros absurdos. O governo de Freixo seria um paraíso para corporações e organizações de todo tipo de ativismo. Esse tipo de esquerda traz um desserviço. E o carioca tem mais o que se preocupar na saúde e segurança, por exemplo, do que pensar em criar uma TV estatal. Freixo ainda tem a “brilhante” ideia de desarmar a guarda municipal em um momento que volta a explodir a velha guerra contra o crime organizado na cidade sede da Olimpíada de 2016.

Complicado na vitória de Crivella será suportar Silas Malafaia falando e escrevendo esterco na internet. O pastor resolveu declarar guerra contra a candidatura de Freixo, mesmo sendo desafeto da Universal. É o famoso “mal menor”.

A campanha contra Freixo na internet, aliás, está lembrando a campanha de Dilma Rousseff em 2014, contra Marina Silva e Aécio Neves. Uma campanha pesada disseminada na sua maioria pela família Bolsonaro, Malafaia e “bolsominions”, os fãs de Jair Bolsonaro.

Marcelo Freixo poderia usar essa vitrine que é a segunda maior cidade do país para apresentar um PSOL menos radical, já que o partido pretende ser uma alternativa ao PT. Freixo perdeu a chance de mostrar um PSOL diferente para ser uma alternativa à esquerda. Ao invés disso, mostrou-se ser um radical. O Rio de Janeiro não pode passar por experimentos econômicos já comprovadamente fracassados e danosos para a população, principalmente a mais pobre.