
O Brasil precisa superar 1964 e os seus desdobramentos. A Lei da anistia votada e aprovada pelo Congresso em 1979 colocou um ponto final nos conflitos entre militares e militantes. Trazer áudios de militares falando de tortura é mexer em cinzas que pode reacender o fogo.
Miriam Leitão requenta esse tema porque quer vingança contra os militares pela sua prisão no tempo de militância comunista. Quer usar um episódio de mais de 50 anos para fustigar o atual governo que tem na presidência e na vice-presidência dois militares da reserva.
A esquerda deseja é reescrever a história contando só a parte da repressão dos militares e escondendo que o recrudescimento do regime militar foi uma reação ao terrorismo da própria esquerda. Se for para revirar o passado, vamos mais atrás e julgar os crimes da ditadura varguista também. Parar de tratar com dois pesos e duas medidas o regime militar e o regime varguista, porque um é demonizado e outro glorificado pela esquerda.
Os militares tomaram o poder em 1964 porque contavam com apoio na sociedade civil e apoio popular. Ficaram mais de 20 anos no poder e implantaram uma ditadura militar, porque uma parte da esquerda preferiu pegar em armas, sequestrar embaixadores, roubar bancos, ou seja, optou pelo terrorismo e seus membros sonhavam em implementar no Brasil uma ditadura comunista. Quem disse isso foi o ex-guerrilheiro Fernando Gabeira.
O General Hamilton Mourão está certo quando diz que os acontecidos de 1964 estão nos livros de história e os mortos não vão voltar revirando o passado.
