
Precisamos nos unir na pauta dos supersalários ou penduricalhos que são eufemismos para picaretagem. À esquerda pela justiça social, à direita pela meritocracia e responsabilidade fiscal, o centro pelo que representa a República: igualdade.
Não importa o motivo que levou o ministro Flavio Dino a suspender os penduricalhos de todos os poderes e mandar o Congresso fazer uma lei sobre. O importante é que alguém com poder fez algo para acabar com essa excrescência.
Mas o jogo é bruto e muitos querem que nada mude. Começa pelo próprio judiciário (MP dentro) que é campeão de penduricalhos, executivo e o legislativo (federal, estaduais e municipais) também. O que vai ter de associações em Brasília até o dia 25 e depois na elaboração da lei fazendo lobby não é brincadeira.
Dino virou o ministro do STF mais odiado pelos tubarões e gatunos da política por ter herdado da ex-ministra Rosa Weber o vespeiro que viraram as emendas parlamentares tentando colocar transparência e investigando o que fizeram no verão passado. Supera o Xandão, que é odiado só pelos bolsonaristas.
Se a população não se organizar e se unir por essa pauta, a farra vai continuar e o dinheiro dos impostos continuará escorrendo para as contas de privilegiados.
O Brasil cansa. E desanima. Principalmente investidores com pretensão de investir o seu dinheiro neste país. A insegurança jurídica impede o Brasil de crescer. O STF é quem mais patrocina essa insegurança jurídica, mesmo Luis Roberto Barroso negando que tenha e que é o tribunal que ele preside o maior fomentador dessa insegurança jurídica.
Paulo Gonet assumiu a procuradoria-geral da República na segunda-feira (18/12). Gonet foi o escolhido pelo presidente Lula fora da lista da ANPR – Associação Nacional de Procuradores da República (ainda bem), foi sabatinado e aprovado pelo Senado Federal. Teve seu nome aprovado por 23 votos na Comissão de Constituição e Justiça e por 65 votos no plenário.