
O TSE cassou os mandatos do governador e vice de Roraima por abuso de poder econômico nas eleições 2022. Como o governador Antonio Denarium (PP) havia renunciado para disputar as eleições 2026, o vice-governador Edilson Damião (União) tinha assumido o governo, mas o tribunal tornou inelegível Denarium e cassou Damião. Com a cassação da chapa, o TSE determinou eleição direta suplementar e o TRE-RR elaborou as regras.
O TSE já tem 4 votos para confirmar as regras do TRE, ou seja, maioria. Aí veio a malandragem com a ministra Estela Aranha pedindo vista e suspendendo o julgamento. Aranha foi funcionária de Flavio Dino no ministério da justiça e foi indicada por Lula para o TSE com ajuda de Dino. Onde entra Dino? O agora ministro do STF mandou o TRE refazer as regras de desincompatibilização da eleição suplementar para valer a lei das eleições, mas a eleição de agora em Roraima não estava prevista.
A jogada é para tirar da disputa suplementar Arthur Henrique (PL) e a candidata do PT, deixando como candidato único o presidente da Assembleia de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos). Arthur Henrique renunciou ao cargo de prefeito de Boa Vista para disputar a eleição de outubro. Por isso que não renunciou no prazo que Dino determinou para ficar apto na disputa suplementar. Mesmo concorrendo sob-júdice, Arthur Henrique teve 60% dos votos no domingo e aguarda se poderá tomar posse como governador eleito.
Soldado Sampaio é natural do Maranhão e era do PCdoB, o estado e o partido que Flavio Dino fez carreira política e foi eleito deputado, governador e senador. Tudo parecia mais um arranjo do STF para barrar o candidato do PL, mas é pior. Flavio Dino, de propósito ou não, está ajudando um ex-correligionário seu. Isso é corrupção, mesmo sem uma contrapartida para o ministro. Em um o país sério, Dino já estraria fora do STF ou pelo menos respondendo a um processo de impeachment por beneficiar politicamente um ex-aliado.

O Brasil cansa. E desanima. Principalmente investidores com pretensão de investir o seu dinheiro neste país. A insegurança jurídica impede o Brasil de crescer. O STF é quem mais patrocina essa insegurança jurídica, mesmo Luis Roberto Barroso negando que tenha e que é o tribunal que ele preside o maior fomentador dessa insegurança jurídica.
Paulo Gonet assumiu a procuradoria-geral da República na segunda-feira (18/12). Gonet foi o escolhido pelo presidente Lula fora da lista da ANPR – Associação Nacional de Procuradores da República (ainda bem), foi sabatinado e aprovado pelo Senado Federal. Teve seu nome aprovado por 23 votos na Comissão de Constituição e Justiça e por 65 votos no plenário.