Teoria do caos

Polícia Federal deflagrou a operação Skala, por ordem do ministro Luis Roberto Barroso a pedido de Raquel Dodge. É desdobramento do inquérito dos portos, que investiga se o decreto do presidente Michel Temer, de maio de 2017, foi para beneficiar a empresa Rodrimar em troca de propina.

Tal operação atinge em cheio pretensão de Temer disputar a reeleição e ameaça até a sua permanência no cargo. Entre os alvos estão os “amigos do presidente” José Yunes, João Batista Lima, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma (PT), Wagner Rossi, além do dono da Rodrimar, Celso Greco.

Essa operação é a largada e o alicerce de nova denúncia contra Temer, a terceira em menos de um ano. Em ano eleitoral, já ter se salvado duas vezes, a probabilidade de não barrar a terceira denúncia é real. Seria irresponsável e jogaria o país na escuridão cassando um presidente faltando poucos meses para a eleição presidencial. A imprensa, óbvio, está martelando “amigos de Temer” nas manchetes das notícias em uma estratégica sincronizada.

Se Raquel repetir seu sucessor e denunciar o presidente, Temer se arrependerá da sua indicação para PGR – entre aliados já mostra insatisfação com atitudes de Dodge, como entrar com ação no STF contra o decreto de indulto de natal e pedir para incluir o nome dele no inquérito que apura caixa dois da Odebrecht para o PMDB na eleição de 2014, medida vedada pela Constituição investigar o presidente da República por fatos fora do mandato.

Se Temer for denunciado e a Câmara dos Deputados resolver lavar as mãos e optar por não salvar o presidente pela terceira vez, ninguém sabe com clareza o que fazer. Ocorre que o artigo 81 da Constituição não deixa dúvida: § 1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.

O Grande problema é saber o momento para a eleição indireta. Se quando a Câmara autorizar e o STF aceitar a denúncia ou só ao término do processo, com condenação definitiva do ocupante do cargo. Ou seja, o Brasil poderá passar por nova interinidade em um período de dois anos. Rodrigo Maia é o primeiro na linha sucessória do atual mandato e pré-candidato a mesma vaga que ocuparia em caso de afastamento do atual presidente.

O Brasil passa por um momento complicado, de fragilidade nas instituições acrescentada do descrédito da população e o Judiciário invadindo competências de outros poderes. No meio disso temos uma eleição imprevisível que vai definir rumos.

A frese de Eduardo Cunha, ao votar no impeachment de Dilma Rousseff, foi precisa: Que Deus tenha misericórdia desta nação.

Perplexidade de Janot

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Ex-Procurador-Geral Rodrigo Janot resolveu comentar algumas notícias no Twitter. Uma foi o encontro da presidente do STF, Cármen Lúcia, e do presidente Michel Temer, no Palácio Jaburu, para tratar sobre segurança. A imprensa noticiou como se fosse uma “ofensiva de Temer” contra o inquérito do decreto dos portos e a inclusão de seu nome em inquérito com base nas delações da Obedrecht. Temer não tem folga da imprensa que não gosta de seu governo e quer sua cabeça a qualquer custo nem que seja por meios golpistas e saindo da inércia de longos anos sem o mesmo ímpeto investigativo contra o governo.

Para o senhor Rodrigo Janot, um encontro de dois chefes de poderes aos olhos de todos “causa perplexidade”. Para o senhor Rodrigo Janot, “causa perplexidade” tratar assuntos republicanos em “convescotes matutinos ou vespertinos”. Não causa perplexidade em Janot, no entanto, o próprio se encontrar com o advogado de delatores em um boteco de Brasília, dias depois de pedir anulação da delação dos clientes dele por vícios envolvendo inclusive um assessor próximo do Procurador-geral.

Janot também comentou um notícia na qual informa que a sua sucessora Raquel Dodge não firmou novas (delações) colaborações premiadas. Para Rodrigo Janot, o bom procurador-geral é aquele que firma delações açodadas para fazer denúncias ineptas levando ao arquivamento ou absolvição de acusados por conta desse açodamento e dando a sensação de impunidade.

Fora a seletividade deste senhor nos quatro anos como PGR. Por exemplo, Janot demorou mais de um ano para fazer uma denúncia aos ex-presidentes Lula e Dilma no caso “Bessias”, o termo de posse de Lula para ministro da Casa Civil e ele fugir da 1ª instância (Moro), mas fez correndo duas denúncias contra o presidente Temer tentando derruba-lo para conseguir um terceiro mandato como chefe do MPF ou colocar um preposto seu no cargo. E outras denúncias mal feitas contra senadores, deputados, ministros, ex-ministros o levando a pedir constrangido o arquivamento de algumas por não ter encontrado provas.

Janot não teve êxito nas duas empreitadas contra Temer, mas conseguiu barrar a reforma da Previdência Social.

Temer faz história

O presidente Michel Temer faz história. Depois da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, agora a criação do Ministério da Segurança Pública e um militar, por enquanto interinamente, para comandar o Ministério da Defesa. Raul Jungmann passa da Defesa para Segurança Pública, dentre os nomes que a imprensa especulava é o melhor para o cargo por ter liderado várias GLOs (Garantia da Lei e da Ordem). Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, no governo FHC, nunca um militar havia chefiado o ministério que comanda as Forças Armadas.

É claro que teria o “choro” da turma que acha um “retrocesso” um militar comandar a pasta dos militares. A turma que ainda teme que os militares tomem o poder novamente. Já passou da hora de deixar essa mania de demonizar o Exército, Marinha e Aeronáutica, que existem para proteger a nação.

Além da esquerda revolucionária e “caviar”, os “zé planilhas” criticam a criação de um novo ministério por receio de aumentar o custo público. O certo seria ter no mínimo 20 ministérios. Ao assumir a presidência, Temer trabalhava com a ideia de ter de 22 a 25 ministros, mas por foça maior está chegando ao 29º – 10 a menos que Dilma.

Mas o novo ministério não vai aumentar custos. A nova pasta vai incorporar atribuições do Ministério da Justiça, como PF, PRF, Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Força Nacional). O objetivo é fazer um trabalho interligado com secretarias estaduais para começar tardiamente reorganizar a segurança pública no combate ao crime organizado. É o governo federal depois de anos a violência crescente e homicídios por ano chegar ao inacreditável 60 mil mortes no país, muito mais que em países em guerra, tomando as rédeas desse problema que fugiu do controle.

Estadista Michel Temer

Só estadistas sacrificam sua popularidade em prol do futuro do país

O presidente Michel Temer fez o tradicional pronunciamento de Natal e de fim de ano em rede nacional de TV/rádio. Ao elencar as conquistas e melhora da economia no ano de 2017, é notório um avanço significativo em comparativo com os dois últimos anos da maior recessão que o Brasil já teve.

Tudo isso mesmo com fortes ataques conspiratórios disparados pelas “flechas” de um Procurador-geral da República disposto a derrubar o presidente, entre outros motivos, para impedir a nomeação de sua desafeta e sucessora Raquel Dodge. E também com ataques de procuradores que em vez fazer seu trabalho ficam na imprensa e nas redes sociais comentando política e fazendo às vezes calúnias contra quem eles não gostam, da oposição, da mídia.

Mesmo com tudo adverso, Temer cumpriu a promessa na mensagem de 2016: Em 2017 venceremos a crise. Só não foi melhor porque não aprovou a reforma previdenciária muito pela conspiração de Janot em conluio com os criminosos da JBS, que fizeram uma delação cheia de furos e receberam em troca perdão judicial revisto ainda pelo ex-PGR ao perceber que as suas “flechadas” poderiam voltar contra ele.

Michel Temer não é o presidente dos sonhos, sempre orbitou nos governos de PSDB, PT e outros, mas está tomando medidas que precisavam ser feitas e não eram porque são impopulares. Como é o caso da reforma da Previdência: ele não quer deixar para o próximo presidente. Os presidentes normalmente deixam a bomba explodir no colo do próximo. Temer é diferente. Só estadistas sacrificam sua popularidade em prol do futuro do país e de sua gente.

Brasil não pode deixar passar a agressão diplomática da Venezuela

É inadmissível a agressão diplomática ao Brasil, pela Constituinte fake do ditador venezuelano

Chega de querer resolver a situação caótica da Venezuela com diálogo, de modo pacífico. É inadmissível a agressão diplomática ao Brasil, pela Constituinte fake do ditador venezuelano Nicolas Maduro.

O governo brasileiro, de imediato, precisa expulsar o embaixador venezuelano do Brasil. Depois da reciprocidade, chegou a hora de cortar qualquer relação com o país vizinho e fechar a fronteira – apenas deixar entrar no território brasileiro venezuelanos em situação de risco. Ou o Itamaraty toma essas atitudes com urgência, ou será a desmoralização completa. Um vexame internacional que só reforçaria o apelido de “anão diplomático” do Brasil.

Não há diálogo possível com um governante que expulsa de seu território o embaixador brasileiro e o encarregado de negócios do Canadá. Não há modelo pacífico de resolver uma confusão provocada por um governo ditatorial que cassa partidos de oposição, prende opositores e ordena sua milícia armada atirar na sua própria população que sai às ruas para protestar cansada de autoritarismo responsável por jogar a Venezuela em uma crise econômica, política, institucional e humanitária.