
Donald Trump revogou parte das tarifas contra o Brasil porque elas estavam pesando na inflação dos EUA e os americanos estão culpando o “laranjão”. A surra que os republicanos levaram nas eleições de vários estados neste mês e a baixa popularidade do próprio Trump ligaram o sinal de alerta para as eleições legislativas de meio de mandato em 2026.
Por outro lado, não podem ser desprezadas como estão por alguns comentaristas de economia e política as negociações do governo brasileiro capitaneados pelo chanceler Mauro Vieira e o vice-presidente e ministro da indústria Geraldo Alckmin, além do lobby de empresários brasileiros juntos com empresários americanos na Casa Branca.
O tarifaço não foi sobre Jair Bolsonaro (Trump usou o caso dele para ganhar apoio aqui dos ditos patriotas). É uma das armas geopolítica para os americanos recuperar domínio no que chamam de seu quintal, a América Latina.
Sobre Lula, o presidente brasileiro usou a bandeira da soberania para ganhar politicamente (conseguiu em certa medida), mas não pode achar que já ganhou a disputa nem que foi por “química”. Mas ao encarar Trump e não abaixando a cabeça como muitos brasileiros da imprensa e do mercado queriam ganhou a simpatia dele, porque é notório que o presidente americano gosta de ser bajulado, mas não gosta de bajulador, principalmente na relação com líderes de nações.



